terça-feira, 18 de agosto de 2020

Quando achamos, que Escutar a palavra de Deus dá trabalho




Já vimos que escutar exige uma atitude ativa, concentração e esforço intelectual. Ocorre, entretanto, que a maioria de nós prefere ficar numa situação mais cômoda e ouvir de maneira passiva, sem analisar ou interpretar o que está sendo falado.
Quase sempre, nessas circunstâncias, apenas fingimos que estamos prestando atenção, mas na realidade os nossos pensamentos estão voltados para outros assuntos.
É muito comum conversarmos com algumas pessoas que se desligam das nossas palavras e apresentam um brilho característico nos olhar, que demonstra que o corpo ficou mas o pensamento está viajando para muito longe dali.

Como escutar melhor

Para aprimorar a habilidade de escutar dedique-se à prática de algumas regrinhas muito simples e que dão excelente resultado:

Procure entender antes de interpretar ou criticar

O primeiro passo para escutar melhor é refrear a tendência de interpretar ou criticar uma mensagem, antes mesmo que ela tenha sido concluída ou perfeitamente entendida.
Nas primeiras tentativas poderá parecer meio desanimador, porque ao prestar atenção em toda mensagem e tê-la entendido bem concluirá, às vezes, que o resultado foi muito semelhante ao que tinha suposto no primeiro momento e que o esforço talvez não tenha valido tanto a pena. Com o tempo, entretanto, verificará que em alguns casos você estava equivocado e que esses enganos poderiam trazer irreparáveis prejuízos a sua capacidade de julgar as situações.

Meça a sua compreensão

Pelo fato de termos, de maneira geral, uma audição passiva, quase sempre não nos preocupamos em saber quanto do que ouvimos efetivamente conseguimos lembrar.
Um bom exercício para escutar melhor é procurar lembrar quais as informações que ouviu e quanto da mensagem conseguiu guardar. Com o tempo a quantidade de informações retidas passa a aumentar e naturalmente a habilidade de escutar também.
Durante alguns dias procure fazer uma revisão das pessoas que falaram com você, o que pretendiam e de como se comportou ao ouvi-las.

Faça anotações

Um bom método para se concentrar nas informações que ouve é fazendo anotações dos tópicos que julgar mais importantes. É evidente que esse exercício deverá ser reservado para a participação em Cultos , palestras, aulas e reuniões, pois, por incrível que possa parecer, já vi pessoas conversando em situações informais e fazendo anotações.

Saia um pouco de si mesmo

De maneira geral, ficamos tão preocupados conosco que acabamos nos esquecendo que as outras pessoas necessitam ser reconhecidas e consideradas. Por isso, para melhorar sua capacidade de escutar, procure aceitar as pessoas como elas são e não como você gostaria que fossem. Reconheça que existe a possibilidade de estar enganado em algumas opiniões e dê um voto de confiança para a maneira de pensar dos outros. Prepare-se para se empenhar nessa empreitada porque, com freqüência, poderá ficar tentado a desistir e se voltar novamente para si mesmo.

Prejulgamos e distorcemos as palavras que ouvimos

 Quando ouvimos uma mensagem, ou até mesmo uma palavra que contraria a nossa forma de pensar, independentemente das intenções da pessoa que está falando, iniciamos um processo defensivo onde passamos, mentalmente, a debater as idéias contrárias, criticando as informações já transmitidas e procurando antecipar e resistir às novas mensagens.

É evidente que nem sempre as nossas suposições estão corretas e esse prejulgamento pode levar a uma interpretação distorcida da informação.

domingo, 30 de junho de 2019

Aproveitamento Manifesto a Todos

“Medita estas coisas; ocupa-te nelas para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos.” - Paulo. (I Timóteo, 4:15.)

Geralmente, o primeiro impulso dos que ingressam na fé constitui a preocupação de transformar compulsoriamente os outros.
Semelhante propósito, às vezes, raia pela imprudência, pela obsessão.
O novo crente flagela a quantos lhe ouvem os argumentos calorosos, azorragando costumes, condenando idéias alheias e violentando situações, esquecido de que a experiência da alma é laboriosa e longa e de que há muitas esferas de serviço na casa de Nosso Pai.
Aceitar a boa doutrina, decorar-lhe as fórmulas verbais e estender-lhe os preceitos são tarefas importantes, mas aproveitá-la é essencial.
Muitos companheiros apregoam ensinamentos valiosos, todavia, no fundo, estão sempre inclinados a rudes conflitos, em face da menor alfinetada no caminho da crença.
Não toleram pequeninos aborrecimentos domésticos e mantêm verdadeiro jogo de máscara em todas as posições.
A palavra de Paulo, no entanto, é muito clara.
A questão fundamental é de aproveitamento.
Indubitável que a cultura doutrinária representa conquista imprescindível ao seguro ministério do bem; contudo, é imperioso reconhecer que se o coração do crente ambiciona a santificação de si mesmo, a caminho das zonas superiores da vida, é indispensável se ocupe nas coisas sagradas do espírito, não por vaidade, mas para que o seu justo aproveitamento seja manifesto a todos.Resultado de imagem para MEDITAR  AS COISAS DE CRISTO

A imagem pode conter: flor, planta e natureza










"Que a força do bem nos proteja, nos guie e, sobretudo, mantenha intacta a nossa capacidade de acreditar no próximo e se encantar com tudo aquilo que ainda pode florescer diante de nós...."

Marca De Cristo (em Nós)


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“Desde agora ninguém me moleste, porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus.” - Paulo. (Gálatas, 6:17.)
Todas as realizações humanas possuem marca própria. Casas, livros, artigos, medicamentos, tudo exibe um sinal de identificação aos olhos atentos.
Se medida semelhante é aproveitada na lei de uso dos objetos transitórios, não se poderia subtrair o mesmo princípio, na catalogação de tudo o que se refira à vida eterna.
Jesus possui, igualmente, os sinais dele.
A imagem utilizada por Paulo de Tarso, em suas exortações aos gálatas, pode ser mais extensa. As marcas do Cristo não são apenas as da cruz, mas também as de sua atividade na experiência comum.
Em cada situação, o homem pode revelar uma demonstração do Divino Mestre. Jesus forneceu padrões educativos em todas as particularidades da sua passagem pelo mundo.
O Evangelho no-lo apresenta nos mais diversos quadros, junto ao trabalho, à simplicidade, ao pecado, à pobreza, à alegria, à dor, a glorificação e ao martírio. Sua atitude, em cada posição da vida, assinalou um traço novo de conduta para os aprendizes.
Todos os dias, portanto, o discípulo pode encontrar recursos de salientar suas ações mais comuns com os registros de Jesus.



Quando termine cada dia, passa em revista as pequeninas experiências que partilhaste na estrada vulgar.
Observa os sinais com que assinalaste os teus atos, recordando que a marca do Cristo é, fundamentalmente, aquela do sacrifício de si mesmo para o bem de todos.

Olhe os dentes do cachorro

Certo dia encontrei uma mulher de uma luz e força sem igual e sorrindo ela me disse: seja louca ou sã, mas feliz e não se importe muito com o que os outros julgam ser certo ou errado.
No entanto, eu não estava muito feliz e talvez fosse essa a razão dela estar ali, em minha frente.
Afoita ela tirou um cigarro de sua bolsa, sentou em uma cadeira e ficou quieta pensando com seus botões.
Sim, ela esperava mais felicidade de mim, mas naquele momento isso era impossível. A semana tinha sido péssima e as minhas expectativas tinham se emaranhado. Eu tinha batido de frente com o mundo e, lógico, nesse embate desleal tinha perdido feio.
Ela olhou para mim e me perguntou se já havia me contado a história dos dentes do cachorro. Que dentes do cachorro? – Perguntei. Não, ela não tinha me contado.
Então exultante ela se pôs a contar.
A história era bíblica, tinha Jesus e Simão Pedro nela. E eu nem me lembrava quem era Simão Pedro, mas no momento o nome me pareceu bonito, calmo e íntegro.
Simão acompanhava Jesus na rua e ambos viram à frente um grande número de pessoas olhando para algo. Muitas delas saíam correndo passando mal e outras, um pouco mais fortes, também se afastavam com muita ânsia. O que está acontecendo ali? – Perguntou Jesus. Simão disse não saber. Jesus sugeriu então que ambos fossem até lá e pediu que Simão lhe prometesse que não passaria mal. Assim o obediente homem o fez, mas ao chegarem em meio ao tumulto, notaram que existia ali um cão que havia perdido a vida há dias e todos que tentavam se aproximar dele, para limpar a passagem, acabavam enjoando. Jesus olhou para Simão e notou que seu discípulo também estava nauseado, e assim, com doçura, chamou-o para junto de si e olhando o cachorro de perto disse: “Olhe Simão que lindos dentes tem esse cachorro” e Simão olhando os dentes do cachorro esqueceu do cheiro e da ânsia.
Assim, aquela bela mulher, com o cigarro em punho, olhou para mim com firmeza e disse: Querida, olhe os dentes do cachorro!
E eu olhei.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

As bodas de caná

" A importância das bodas de Caná "

É digno de nota o [...] comparecimento do Mestre com sua família e seus discípulos numa festa de bodas. Com esse ato de presença, quis Ele exemplificar aos seus discípulos o caráter social da sua Doutrina, que deveria ser ensinada em toda a parte e não, somente, em templos especializados para tal fim.

Jesus afirma que [...] as bodas de Caná foram um símbolo da nossa união na Terra. O vinho, ali, foi bem o da alegria com que desejo selar a existência do Reino de Deus nos corações.

 Texto evangélico
E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus. E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para as bodas. E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Sua mãe disse aos empregados: Fazei tudo quanto ele vos disser. E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas. Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. E disse-lhes: Tirai agora e levai ao mestre-sala. E levaram. E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os empregados que tinham tirado a água), chamou o mestre- -sala ao esposo. E disse-lhe: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então, o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho. Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele. João, 2:1-11

As bodas de Caná, ocorridas numa cidade da Galiléia, apresentam características especiais. Uma delas é a transformação da água em vinho, realizada por Jesus, outra foi o início da pregação evangélica do Mestre nessa festa.

E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus. E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para as bodas. E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Sua mãe disse aos empregados: Fazei tudo quanto ele vos disser (Jo 2: 1-5).
Retratando alguns aspectos ocorridos nas bodas de Caná, vemos que o início da pregação do Senhor foi marcada por um momento de expressiva alegria. Acreditamos que Jesus escolheu de forma proposital o momento. É como se o Mestre quisesse nos dizer que o aprendizado evangélico deva ocorrer num clima de união, de júbilos . É digno de nota o [...] comparecimento do Mestre com sua família e seus discípulos numa festa de bodas. Com esse ato de presença, quis Ele exemplificar aos seus discípulos o caráter social da sua Doutrina, que deveria ser ensinada em toda a parte e não, somente, em templos especializados para tal fim.

A presença de familiares e de amigos próximos nas bodas, como assinalam as frases “estava ali a mãe de Jesus” e “foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas”, indicam que os acontecimentos e a mensagem que o Cristo trazia marcariam a reunião com um sentido muito especial, capaz de tanger os meandros sutis do sentimento puro. Vemos, de um lado, Jesus, o Mestre por excelência, modelo e guia da Humanidade e, de outro, seus familiares e discípulos, vinculados ao seu coração,

O vinho era uma bebida que fazia parte da cultura judaica e da maioria dos povos da Antigüidade, assim como nos tempos contemporâneos. O que causa espanto na narrativa evangélica, porém, não foi o anúncio de Maria de que o vinha acabara, mas a forma como Jesus lhe respondeu, segundo os registros de João: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora”. Analisada esta citação, exclusivamente na letra, entendem muitos  que Jesus teria destratado a sua mãe.

A segunda resposta de Jesus a Maria, “ainda não é chegada a minha hora”, pode ser uma alusão que Jesus fez à hora de transformação espiritual que iria ocorrer-lhe. Hora que seria marcada por testemunhos sacrificiais, em razão do processo de total doação à Humanidade que tutelava e tutela.
Atestamos que no breve diálogo ocorrido entre Jesus e a sua mãe, estabeleceu-se perfeita sintonia entre ambos: a mãe intercede junto do filho que tem poder superior, o filho argumenta e esclarece, mas, ao influxo de sentimentos elevados e sublimes, na esteira do amor legítimo, acontece perfeito entendimento. Maria então, dirige-se aos empregados e diz: “Fazei tudo quanto ele vos disser”.

Atestamos que no breve diálogo ocorrido entre Jesus e a sua mãe, estabeleceu-se perfeita sintonia entre ambos: a mãe intercede junto do filho que tem poder superior, o filho argumenta e esclarece, mas, ao influxo de sentimentos elevados e sublimes, na esteira do amor legítimo, acontece perfeito entendimento. Maria então, dirige-se aos empregados e diz: “Fazei tudo quanto ele vos disser”.
O episódio ocorre numa festa de bodas, mas podemos aproveitar-lhe a sublime expressão simbólica. Também nós estamos na festa de noivado do Evangelho com a Terra. Apesar dos quase vinte séculos decorridos, o júbilo ainda é de noivado, porquanto não se verificou até agora a perfeita união... Nesse grande concerto da idéia renovadora, somos serventes humildes. Em muitas ocasiões, esgota- -se o vinho da esperança. Sentimo-nos extenuados, desiludidos... Imploramos ternura maternal e eis que Maria nos responde: Fazei tudo quanto ele vos disser. O conselho é sábio e profundo e foi colocado no princípio dos trabalhos de salvação. Escutando semelhante advertência de Mãe, meditemos se realmente estaremos fazendo tudo quanto o Mestre nos disse. 7 E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas. Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. E disse-lhes: Tirai agora e levai ao mestre-sala. E levaram. E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os empregados que tinham tirado a água), chamou o mestre- -sala ao esposo. E disse-lhe: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então, o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho. Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele (Jo, 2:6-11).

“O vinho de Caná poderá, um dia, transformar-se no vinagre da amargura; contudo, sentirei, mesmo assim, júbilo em sorvê-lo, por minha dedicação aos que vim buscar para o amor do Todo-Poderoso”. Simão Pedro, ante a argumentação consoladora e amiga do Mestre, dissipou as suas derradeiras dúvidas, enquanto a noite se apoderava do ambiente, ocultando o conjunto das coisas no seu leque imenso de sombras.



sábado, 4 de junho de 2016

Jesus Evangelização Infantil

Leitura da Bíblia: João – Capítulo 12 e 14

12.49   Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar.

14.6   Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.

14.12   Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.


Tópicos a serem abordados:
- Jesus já existia antes da formação do planeta Terra. Ele é o governador deste mundo.
- Antes de Jesus encarnar no planeta, a sua vinda para cá, já havia sido prevista por alguns profetas.
-  Jesus nasceu em uma condição humilde (na manjedoura, onde os animais comem), na cidade de Belém, que fica na Palestina, há mais de 2000 anos atrás. O seu nascimento é comemorado todos os anos na noite de Natal.
- Filho de pais pobres (José e Maria), ajudava a sua família, trabalhando com o seu pai que era carpinteiro.  Era um filho obediente.
- Desde cedo demonstrou possuir uma brilhante inteligência e ainda menino discutia com os mais velhos a lei religiosa de seu tempo.
- Jesus tinha cerca 30 anos quando começou a sua atividade pública, no qual ensinava a palavra de Deus.
-  Jesus é o nosso mestre querido, Ele não é Deus, mas recebeu as palavras diretamente do nosso Pai, pois afirma : '' Não falei, de nenhum modo, de mim mesmo; mas meu Pai, que me enviou, foi quem me prescreveu, por seu poder, o que devo dizer, e como devo falar( João 12:49). ''
- Ele combateu os preconceitos da época, as rivalidades de raça, desmascarou a hipocrisia dos fariseus, dos orgulhosos e dos egoístas.
- Ele animava os fracos,  consolava os aflitos, expulsava os espíritos maus e ensinava os pecadores a se regenerarem. A pureza do seu fluido, juntamente com a sua vontade de fazer o bem, produzia curas maravilhosas. 
- Ele é o maior médico que conhecemos, veio nos trazer o remédio para a nossa cura .
- Jesus nos mostrou que Deus é soberanamente justo e bom, cheio de mansuetude e de misericórdia, que perdoa ao pecador arrependido, e dá a cada um segundo as suas obras.
- Jesus veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não está sobre a Terra, mas no reino dos céus; ensinar-lhes o caminho que para lá conduz.
- Jesus disse: Devemos amar a Deus acima de todas as coisas; amar o próximo como a si mesmo; fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós. Através destas palavras, resume todos os deveres do homem para com o próximo, sendo a expressão mais completa da caridade.
- Escolheu 12 apóstolos, dentre pescadores pobres e humildes e lhes recomendou anunciar a Boa Nova (palavra de Deus) para toda a humanidade. 
- Aos 33 anos, aceitou o crucifixo entre ladrões e perdoou a todos aqueles que foram seus algozes.
-  Jesus foi o Espírito mais puro e luminoso que se encarnou na Terra. Ele é o modelo de perfeição que devemos seguir.
- Os ensinamentos de Jesus estão contidos nos Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas, João) escritos pelos seus discípulos.

Perguntas para fixação:
1. Jesus já existia antes da formação do planeta Terra?
2. Qual é o título que Jesus possui perante a Terra?
3. Qual é o nome dado aqueles que anunciaram a vinda de Jesus, o messias?
4. Os ensinamentos trazidos por Jesus eram de quem?
5. Qual é o modelo de perfeição que devemos seguir?
6. Jesus realizava milagres, ou seja, prodígios fora das leis da natureza?
7. Durante quantos anos Jesus pregou a sua doutrina?
8. Quais são os mandamentos que resumem a doutrina de Jesus?  
9. Qual foi a missão de Jesus na Terra?
10. O que devemos fazer para sermos considerados Cristãos ?



Os dez mandamentos- Evangelização Infantil

Leitura da Bíblia: Êxodo – Capítulo 20

20.1   Então, falou Deus todas estas palavras, dizendo:

20.2   Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

20.3   Não terás outros deuses diante de mim.

20.4   Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

20.5   Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem

20.6   e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos.

20.7   Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.

20.8   Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

20.9   Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra,

20.10   mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas.

20.11   Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o SENHOR o dia do sábado e o santificou.

20.12   Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.

20.13   Não matarás.

20.14   Não adulterarás.

20.15   Não furtarás.

20.16   Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

20.17   Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.


Tópicos a serem abordados:
- As leis de Deus estão escritas na nossa consciência (ou seja, na nossa mente), porém nós as esquecemos e menosprezamos. Para que a suas leis fossem relembradas, Deus enviou em todos os tempos homens com a missão de revelá-las.
- O profeta Moisés, foi um dos enviados por Deus, com a missão de receber os 10 mandamentos (leis de Deus) dos mensageiros de Jesus, no monte Sinai, e revelá-los ao povo hebreu. No entanto, ele não trouxe toda lei, integral e definitiva, trouxe a missão da justiça.
- Ele também era um legislador e estabeleceu uma lei civil ou disciplinar (lei dos homens), chamada de lei de talião, simbolizada pela expressão: ‘’olho por olho, dente por dente’’. Para conter um povo difícil e indisciplinado, o criminoso era punido de maneira igual ao dano causado ao outro.
- No entanto, deve-se diferenciar uma lei da outra: As leis de Deus são imutáveis e eternas, ou seja, não se modificam, portanto continuam em vigor para toda a humanidade. As leis dos homens se modificam com o tempo e são apropriadas aos costumes e o caráter do povo. Por exemplo, no Brasil antigamente era permitido possuir escravos (aqueles que faziam trabalhos forçados para seus senhores), com a lei Áurea, em 13 de maio de 1888, foi determinado o fim da escravidão.
-  Vamos conhecer quais são os 10 mandamentos:
1. Não terá imagens de outros deuses.
Deus é único, portanto não se deve adorar imagens de outros deuses, cultuar objetos ou realizar prática de rituais. A verdadeira adoração é a do coração,  fazendo o bem e evitando o mal. Devemos nos dirigir a Deus através do pensamento 
2. Não pronunciareis em vão o nome do Senhor, vosso Deus.
O nome de Deus deve ser utilizado devidamente, com respeito e não de qualquer maneira. Para nos dirigir a Deus, devemos ser humildes 
3. Lembrai-vos de santificar o dia do sábado.
O repouso dominical substitui perfeitamente o sábado antigo. Neste dia, devemos reverenciar a Deus, pela oração, pelo estudo e prática de suas leis 
4. Honrai a vosso pai e a vossa mãe.
Honrar o nosso pai e nossa mãe, não é somente respeitar, é também os ajudar nas necessidades (por exemplo, ajudar a mãe a limpar e arrumar a casa), é proporcionar-lhes repouso na velhice, é lhes dar carinho e atenção, como fizeram por nós em nossa infância, é tratá-los com muito amor .
5. Não mateis.
Não temos o direito de tirar a vida de quem quer que seja, pois ela pertence a Deus. Aliás, não somos donos nem do nosso próprio corpo, que é um empréstimo de Deus para que possamos realizar as nossas tarefas aqui na Terra 
6. Não cometais adultério.
O adultério não deve ser visto apenas como o ato da traição de um dos companheiros. Muitas vezes Jesus  empregou esta palavra, para designar o mal, o pecado, todo e qualquer pensamento mau, que é sinal de impureza 
7. Não roubeis.
Não devemos nos apropriar de algo que não é nosso. Jesus condena todo prejuízo material ou moral que podemos causar aos outros. Recomenda o respeito aos direitos de cada um, como cada um deseja que se respeitem os seus
8. Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.
Não devemos mentir ou prestar falso testemunho contra o nosso próximo, pois nada fica escondido aos olhos de Deus. Não há nada oculto que não venha a ser revelado 
9. Não desejeis a mulher do vosso próximo.
Desejar a mulher do próximo tem muito a ver com o adultério. Devemos aprender a educar os nossos sentimentos, vigiando os nossos pensamentos e orando, conforme Jesus recomendou
10. Não cobiceis a casa do vosso próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu asno, nem qualquer das coisas que lhe pertençam.
Não devemos ter inveja dos outros. Devemos aprender a agradecer e nos contentar com aquilo que adquirimos pelos nossos esforços. Deus fornece o necessário para cada um de nós
 - Os homens receberão sempre as orientações divinas de conformidade com a sua posição . A moral que Moisés ensinou era apropriada ao estado de adiantamento em que se encontravam os povos. Cada coisa vem a seu tempo, aquele povo  não poderia compreender certas verdades. Portanto, mais tarde, Jesus veio nos trazer outras revelações sobre as leis de Deus.



Perguntas para fixação:
1. As leis de Deus se modificam? Quais leis se modificam?
2. Onde está escrito as leis de Deus?
3. Por que é necessário que Deus envie homens com a missão de revelar suas leis?
4. Qual foi a missão de Moisés?
5. Podemos dividir as leis de Moisés em duas partes. Quais são elas?
6. Como Moisés recebeu os 10 mandamentos?
7. No 3º mandamento, fala-se para santificar o dia de sábado. Qual é o seu significado?
8. Descreva como era a  lei de talião, na época de Moisés.



EVANGELIZAÇÃO INFANTIL Moisés

Tópicos a serem abordados:
A Bíblia é um conjunto de livros que relata a história do povo hebreu, contém importantes ensinamentos trazidos pelos profetas e por Jesus, o messias divino. Ela é dividida em antigo testamento (escrito antes de Jesus) e novo testamento (escrito após Jesus).
- No antigo testamento conta a história de Moisés, que era descendente do povo hebreu e viveu por volta do ano 1250 A.C.
- Moisés era uma profeta e tinha por missão trazer a idéia de um Deus único para o povo hebreu e para o povo pagão, que acreditava em vários deuses.
- Pode-se dizer que profeta é todo enviado de Deus com a missão de instruir os homens e de lhes revelar as coisas ocultas e os mistérios da vida espiritual.
- Moisés era profeta . Ele recebeu os 10 mandamentos de Javé (Jeová), 
- Os 10 mandamentos são:
1. Não terá imagens de outros deuses.
2. Não pronunciareis em vão o nome do Senhor, vosso Deus.
3. Lembrai-vos de santificar o dia do sábado.
4. Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo na terra que o Senhor vosso Deus vos dará.
5. Não mateis.
6. Não cometais adultério.
7. Não roubeis.
8. Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.
9. Não desejeis a mulher do vosso próximo.
10. Não cobiceis a casa do vosso próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu asno, nem qualquer das coisas que lhe pertençam.
- Javé (Jeová) era um Espírito superior, protetor de da raça hebraica, mas os antigos consideravam o próprio Deus.
- Vamos conhecer um pouco sobre a história de Moisés:   Houve uma época em que o povo de Israel era escravo no Egito  e o Faraó, determinou que todo  menino recém-nascido deveria morrer. Uma mãe hebréia para salvar o seu filho, colocou-o num cesto  e soltou-o no rio Nilo. Mas a filha do faraó o achou e fez dele seu filho, chamando-o de Moisés.
- Passaram os anos Moisés cresceu e saiu para ver seus irmãos. E viu que um deles estava sendo maltratado por um egípcio. Então, olhou para o lado e para o outro, e não vendo ninguém o matou.  O Faraó ouviu falar do fato e procurou matá-lo.
- Moisés fugiu para o país de Madiã . E certo dia, ele viu um arbusto que ardia em chamas, mas não se consumia. Ao se aproximar, o anjo de Javé apareceu e disse: Moisés, Eu envio você ao Faraó para tirar o meu povo do Egito, os filhos de Israel.
- Então, Moisés e seu irmão Arão foram ao Egito e se apresentaram diante do Faraó e disseram: - Venho em nome de Javé, o Deus de Israel pedir para que deixe meu povo partir. Então o Faraó respondeu: - Não conheço Javé, nem deixarei Israel partir.
-  Então, Deus enviou 10 pragas sobre o Egito ( que na realidade não foram milagres, o físico Colin Humphreys, analisou os fenômenos ocorridos no Egito e propôs explicações naturais para eles) :
1ª Transformou a água em sangue (o rio Nilo teria ficado vermelho graças à proliferação de algas vermelhas).
2ª Infestou o território com rãs.
3ª Mosquitos atacaram homens e animais .
4ª Moscas invadiram todo território. (Com a morte de sapos e rãs, predadores naturais dos insetos, mosquitos como o Culicoides canithorax e moscas-de-estábulo como a Stomoxys calcitrans multiplicam-se descontroladamente entre outubro e novembro).
5ª Peste maligna afetou os animais.
6ª Úlceras e chagas atingiram os animais e homens (As moscas-de-estábulo carregam vírus fatais para vacas e cavalos, que começam a morrer por causa dos enxames. E a infestação de Culicoides causam as doenças de pele nos egípcios. O cenário é grave entre novembro e janeiro).
7ª Caiu chuva de pedras (A chuva de pedras seria, na verdade, de granizo, que fere homens e animais e destrói as plantações).
8ª Os gafanhotos cobriram todo o território. (O solo úmido atrai gafanhotos-do-deserto, que depositam seus ovos e, até março, devoram o que sobrou de alimento).
9ª Uma escuridão cobriu o território por três dias (Os 3 dias de escuridão em março seriam conseqüência de uma densa tempestade de areia, que trancafia os egípcios em casa. O fenômeno, conhecido como khamsin, é comum até hoje nessa época do ano).
10ª Todos os primogênitos do Egito morreram, até o filho do Faraó. Então, o Faraó vencido, deixou o povo partir (Tradicionalmente, primogênitos têm o privilégio de se alimentar quando não há alimento para todos. Mas o benefício se inverte ao comerem os cereais contaminados pelas fezes de gafanhotos.)
- Então, os israelitas partiram do Egito, mas quando o Faraó ficou sabendo, resolveu persegui-los. Na perseguição, Moisés estendeu a mão sobre o mar e as águas se dividiram em duas e o povo pode passar. Os egípcios entraram atrás deles, mas o mar se fechou e todos morreram.  Assim, o povo foi salvo. (Humphreys supõe que um vento nordeste de 130 km/h poderia ter soprado à noite, empurrando a água do mar até as partes mais rasas do leito aparecerem como uma faixa de terra seca, para possibilitar a sua travessia).
-  Então, Moisés conduziu o povo (eram cerca de seiscentos mil homens a pé, sem contar as crianças) com destino a terra prometida (Canaã, atualmente chamada de Palestina). E no início da trajetória recebeu os 10 mandamentos no Monte Sinai.
- O povo que Moisés deveria guiar era difícil e indisciplinado; e os 40 anos de sofrimentos passados no deserto até chegar a terra prometida contribuíram para desenvolver neles a fé nesse ser Todo-Poderoso.
-  Entretanto, Moisés e seu irmão Arão não entraram na terra de Canaã, pois foram rebeldes (quando a comunidade se revoltou contra Javé, eles não demonstraram a sua santidade), então foi Josué o escolhido para continuar a caminhada e levar o povo até o seu destino. 

Perguntas para fixação:
1. Moisés era um profeta? O que significa ser profeta?
2. Moisés nasceu em que região?
3. Ele era descendente de qual povo?
4. Quem ''adotou'' Moisés como seu filho?
5. Qual povo ele deveria libertar da escravidão?
6. Devido a recusa do Faraó em libertar o povo, quantas pragas foram lhe enviadas?
7. Onde Moisés recebeu de Javé os 10 mandamentos?
8. Moisés e seu irmão Arão conseguiram chegar a terra prometida?
9. Quem foi o sucessor de Moisés, para guiar o povo pelo deserto?


Evangelização Infantil Aula 1 - Deus

Tópicos a serem abordados:
-   ''Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas''.
- O carpinteiro fez a mesa de madeira; a madeira veio da árvore; e a árvore foi feita por Deus, que é a causa primária de todas as coisas.
- Deus criou o Universo, que abrange uma infinidade de mundos e criou também os minerais, as plantas, os animais e os seres humanos. Nós sabemos que Ele existe quando olhamos as suas criações.
- Deus não possui um formato, como os seres humanos; Ele não possui corpo, com olhos, boca, nariz, cabelo etc...
- Deus possui as seguintes características: é eterno (não possui inicio e não terá fim),  é único (só existe um),  imutável (não se modifica), é imaterial (sua natureza é diferente de tudo que chamamos de matéria), é todo-poderoso, é justo (cada um recebe de acordo com as suas obras) e bom (ama a todas as suas criaturas).
- Ainda não podemos compreender Deus, devido a nossa imperfeição. Mas quando formos espíritos puros, nós o veremos e compreenderemos.
- Deus está em toda a parte; Ele conhece os nossos mais escondidos atos e pensamentos.
- No entanto, muitos são os que questionam, duvidam ou negam a existência de Deus, isto ocorre devido ao orgulho do homem, que se julga superior a tudo .
- De um modo geral,  todos trazemos dentro de nós a intuição, um sentimento íntimo da existência de Deus. Esse sentimento podemos encontrá-lo entre todos os povos do planeta, cada qual manifestando, à sua maneira, a certeza da existência de uma força superior. Cada povo, com suas crenças religiosas próprias, demonstra como percebe ou sente a existência dessa inteligência suprema, denominando-a de várias maneiras: Deus, Alá, Jeová, etc..
- A crença numa força superior sempre esteve presente nas sociedades humanas, desde as mais primitivas. Entre os gregos, que eram politeístas, ou seja, que admitiam a existência de vários deuses, havia um que a tudo comandava, superior a todos os demais, ao qual denominavam de Zeus. Do mesmo modo entre os romanos, cujo ser supremo era chamado Júpiter.
- A religião israelita (povo hebreu) foi a primeira que formulou, aos olhos dos homens, a idéia de um Deus espiritual. Até então os homens adoravam; uns, o Sol; outros, a Lua; aqui, o fogo; ali, os animais.  Foi a ignorância do infinito das perfeições de Deus que gerou o politeísmo (adoração de vários deuses), culto de todos os povos primitivos.
 Jesus, nosso mestre, trouxe a mais elevada concepção de Deus, ele  apresentou-nos Deus como nosso Pai, amoroso e justo. Ele conversava diretamente com Deus e recebeu a missão de revelar suas leis para os homens. 


Perguntas para fixação:
1. O que é Deus?
2. Como todo efeito, possui uma causa, qual é a causa primária que deu origem ao Universo?
3. Os homens, na sua inferioridade, podem compreender Deus?
4. Quando o homem poderá compreender Deus?
5. Quais são as características de Deus?
6. Onde Deus está?
7. Deus pode nos ver e perceber o nosso pensamento?
8. Poderemos ver Deus, após desencarnarmos?
9. Deus possui uma forma?
10. Quem, veio ao mundo, e recebeu a palavra diretamente de Deus?



domingo, 26 de abril de 2015

O Novo Nascimento

A conversa de Nicodemos com Jesus em João 3:1-15 é frequentemente considerada como uma ilustração da tremenda falta te compreensão dos judeus nos dias do nosso Senhor. Aqueles que tomam a passagem dessa forma falham em reconhecer a profunda natureza das perguntas de Nicodemos e das respostas de Jesus.
No versículo 3, Jesus diz a Nicodemos que ele deve nascer “do alto”. A referência é ao céu, ao que está do outro lado do firmamento estabelecido em
Gênesis 1:6-8. O que está do outro lado do firmamento é o oceano celestial.
Nicodemos pergunta no versículo 4: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?” As pessoas geralmente consideram isso quase uma pergunta zombeteira, mas não é. Nicodemos sabia que Jesus não queria dizer que devemos entrar novamente no ventre da nossa mãe, e nascer de novo nesse sentido. Ele está usando uma figura de linguagem para fazer esta pergunta: “A história pode ser revertida? Pode haver uma nova criação? A história tem se movido desde a criação, desde o pecado de Adão. Como a história pode ser desfeita?”
Jesus responde dizendo que a história não deve ser revertida ou desfeita. Antes, o novo nascimento de cima é “da água e do Espírito” (v. 5).
 Assim, ser nascido da água é uma ideia
A implicação é que o homem teria um novo nascimento quando as águas do céu fossem aspergidas sobre ele pelo Espírito.
O firmamento é o limite entre o céu e a terra. O Novo Testamento deixa claro que Jesus é o Firmamento, o Mediador entre o céu e a terra.
Assim, é Ele quem nos asperge com água de cima. É Ele quem dá o novo nascimento da água e do Espírito. A primeira criação é pelo Espírito; a nova criação é pela água e pelo Espírito. A primeira criação é da terra; a nova criação é do Espírito (1 Coríntios 15:45-49).
As águas do céu limpam a velha terra e trazem um novo mundo. No
Dilúvio, as águas desceram do céu. As várias aspersões do Antigo Testamento apontaram para o mesmo significado. A água do batismo hoje (que é, sem dúvida, por efusão) estabelece o mesmo ponto.
Nicodemos pergunta no versículo 9: “Como pode ser isso?” Ele está perguntando o fundamento legal para o que Jesus tinha dito. O que torna possível Deus produzir uma nova criação no meio da história da velha criação?
Jesus apresenta a resposta nos versículos 13-15:
 Sua morte expiatória fará dele o novo Firmamento, o Mediador entre céu e terra. Sua morte concederá aos homens acesso às águas batismais do céu, e dará o nascimento de cima, pela água e pelo Espírito.

13Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.
14 E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;

15Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

domingo, 3 de agosto de 2014

MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO

A Vida Futura

                1 – “Tornou pois a entrar Pilatos no pretório, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Reino dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus: O meu Reino não é deste mundo; se o meu Reino fosse deste mundo, certo que os meus ministros haviam de pelejar para que eu não fosse entregue aos judeus; mas por agora o meu Reino não é daqui. Disse-lhe então Pilatos: Logo, tu és rei? Respondeu Jesus: Tu o dizes, que eu sou rei. Eu não nasci nem vim a este mundo senão para dar testemunho da verdade; todo aquele que é da verdade ouve a minha voz”. (João, cap. XVIII, 33-37)

A VIDA FUTURA


                2 – Por estas palavras, Jesus se refere claramente à vida futura, que ele apresenta, em todas as circunstâncias, como o fim a que se destina a humanidade, e como devendo ser o objeto das principais preocupações do homem sobre a terra. Todas as suas máximas se referem a esse grande princípio. Sem a vida futura, com efeito, a maior parte dos seus preceitos de moral não teriam nenhuma razão de ser. É por isso que os que não creem na vida futura, pensando que ele apenas falava da vida presente, não os compreendem ou os acham pueris.
                Esse dogma pode ser considerado, portanto, como o ponto central do ensinamento do Cristo. Eis porque está colocado entre os primeiros, no início desta obra, pois deve ser a meta de todos os homens. Só ele pode justificar os absurdos da vida terrestre e harmonizar-se com a justiça de Deus.
                3 – Os judeus tinham ideias muito imprecisas sobre a vida futura. Acreditavam nos anjos, que consideravam como os seres privilegiados da criação, mas não sabiam que os homens, um dia, pudessem tornar-se anjos e participar da felicidade angélica. Segundo pensavam, a observação das leis de Deus era recompensada pelos bens terrenos, pela supremacia de sua nação no mundo, pelas vitórias que obteriam sobre os inimigos. As calamidades públicas e as derrotas eram os castigos da desobediência. Moisés o confirmou, ao dizer essas coisas, ainda mais fortemente, a um povo ignorante, de pastores, que precisava ser tocado antes de tudo pelos interesses deste mundo. Mais tarde, Jesus veio lhes revelar que existe outro mundo, onde a justiça de Deus se realiza. É esse mundo que ele promete aos que observam os mandamentos de Deus. É nele que os bons são recompensados. Esse mundo é o seu reino, no qual se encontra em toda a sua glória, e para o qual voltará ao deixar a Terra.
                Jesus, entretanto, conformando o seu ensino ao estado dos homens da época, evitou lhes dar os esclarecimentos completos, que os deslumbraria em vez de iluminar, porque eles não o teriam compreendido. Ele se limitou a colocar, de certo modo, a vida futura como um princípio, uma lei da natureza, à qual ninguém pode escapar. Todo cristão, portanto, crê forçosamente na vida futura, mas a ideia que muitos fazem dela é vaga, incompleta, e por isso mesmo falsa em muitos pontos. Para grande número, é apenas uma crença, sem nenhuma certeza decisiva, e daí as dúvidas, e até mesmo a incredulidade.

                O Ensinamento veio completar, nesse ponto, como em muitos outros, o ensinamento do Cristo, quando os homens se mostraram maduros para compreender a verdade. Com  a vida futura não é mais simples artigo de fé, ou simples hipótese. É uma realidade material, provada pelos fatos. Porque são as testemunhas oculares que a vêm descrever em todas as suas fases e peripécias, de tal maneira, que não somente a dúvida já não é mais possível, como a inteligência mais vulgar pode fazer uma ideia dos seus mais variados aspectos, da mesma forma que imaginaria um país do qual se lê uma descrição detalhada. Ora, esta descrição da vida futura é de tal maneira circunstanciada, são tão racionais as condições da existência feliz ou infeliz dos que nela se encontram, que acabamos por concordar que não podia ser de outra maneira, e que ela bem representa a verdadeira justiça de Deus.

A Realeza de Jesus

 O reino de Jesus não é deste mundo. Isso todos compreendem. Mas sobre a Terra ele não terá também uma realeza? O título de rei nem sempre exige o exercício do poder temporal. Ele é dado, por consenso unânime, aos que, por seu gênio, se colocam em primeiro lugar em alguma atividade, dominando o seu século e influindo sobre o progresso da humanidade. É nesse sentido que se diz: o rei ou o príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, que nasce do mérito pessoal, consagrada pela posterioridade, não tem muitas vezes maior preponderância que a dos reis coroados? Ela é imperecível, enquanto a outra depende das circunstâncias; ela é sempre abençoada pelas gerações futuras, enquanto a outra é, às vezes, amaldiçoada. A realeza terrena acaba com a vida, mas a realeza moral continua a imperar, sobretudo, Sob esse aspecto, Jesus não é um rei mais poderoso que muitos potentados? Foi com razão, portanto, que ele disse a Pilatos: Eu sou rei, mas o meu reino não é deste mundo.